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Contas públicas registram déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro

Resultado negativo do setor público consolidado é menor que no ano anterior, com impacto de gastos federais e compensação parcial por superávit regional

Redação Por Redação
31/03/2026
Em Economia
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

As contas públicas brasileiras encerraram fevereiro com déficit primário de R$ 16,4 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Banco Central. O resultado negativo do setor público consolidado — que reúne União, estados, municípios e empresas estatais — reflete principalmente o saldo deficitário do governo federal, parcialmente compensado por superávit de entes regionais. O indicador considera a diferença entre receitas e despesas, sem incluir o pagamento de juros da dívida pública, e aponta redução em relação ao mesmo período de 2025. As informações são da Agência Brasil.

Na comparação anual, o resultado apresenta melhora. Em fevereiro do ano passado, o déficit primário foi de R$ 19 bilhões, indicando recuo no saldo negativo das contas públicas. Ainda assim, o desempenho mantém o cenário de desequilíbrio fiscal, com impacto direto na trajetória das finanças públicas ao longo do ano.

Resultado acumulado e proporção em relação ao PIB

No acumulado de 12 meses encerrados em fevereiro, o setor público consolidado registra déficit primário de R$ 52,8 bilhões. O montante corresponde a 0,41% do Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede a soma de bens e serviços produzidos no país.

O resultado segue próximo ao observado em 2025, quando as contas públicas fecharam o ano com déficit de R$ 55 bilhões, equivalente a 0,43% do PIB. Os dados indicam estabilidade relativa no nível de desequilíbrio fiscal, ainda que em patamar negativo.

Governo federal concentra maior pressão sobre o resultado

O principal impacto no resultado de fevereiro veio do Governo Central, que engloba Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social. O déficit primário desse grupo atingiu R$ 29,5 bilhões no mês, acima do registrado em fevereiro de 2025, quando o saldo negativo foi de R$ 28,5 bilhões.

Entre os fatores que pressionaram o resultado estão despesas com programas sociais, como o Pé-de-Meia, além de reajustes concedidos ao funcionalismo público. A diferença em relação aos dados divulgados pelo Tesouro Nacional decorre de metodologias distintas, já que o Banco Central considera a variação da dívida dos entes públicos no cálculo.

Superávit de estados e municípios ameniza impacto

Os governos regionais apresentaram desempenho positivo e contribuíram para reduzir o déficit consolidado. Estados e municípios registraram superávit primário de R$ 13,7 bilhões em fevereiro, superior ao saldo positivo de R$ 9,2 bilhões observado no mesmo mês do ano anterior.

Esse resultado reforça o papel dos entes subnacionais na compensação parcial do desequilíbrio fiscal federal, embora não seja suficiente para reverter o resultado negativo total das contas públicas.

Estatais ampliam resultado negativo

As empresas estatais, excluindo grandes grupos como Petrobras e Eletrobras, também influenciaram o resultado consolidado. Em fevereiro, essas entidades registraram déficit de R$ 568 milhões, revertendo o superávit de R$ 299 milhões observado no mesmo período de 2025.

O desempenho das estatais contribuiu para ampliar o saldo negativo geral, ainda que em menor proporção em relação aos demais segmentos do setor público.

Juros elevam déficit nominal para mais de R$ 100 bilhões

Além do resultado primário, os gastos com juros da dívida pública impactaram o resultado nominal das contas públicas. Em fevereiro, as despesas com juros somaram R$ 84,2 bilhões.

Com isso, o déficit nominal — que inclui o resultado primário e os juros — alcançou R$ 100,6 bilhões no mês. O valor é superior ao registrado em fevereiro de 2025, quando o saldo negativo foi de R$ 97,2 bilhões.

No acumulado de 12 meses, o déficit nominal chega a R$ 1,1 trilhão, equivalente a 8,48% do PIB. Esse indicador é acompanhado por investidores e agências de classificação de risco para avaliação da sustentabilidade fiscal do país.

Dívida pública mantém trajetória de alta

A dívida líquida do setor público atingiu R$ 8,4 trilhões em fevereiro, o que representa 65,5% do PIB. O resultado indica aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior.

O crescimento da dívida está associado ao déficit primário, ao custo dos juros e à valorização cambial registrada no período. Parte desses efeitos foi compensada pelo crescimento do PIB nominal e por ajustes na dívida externa líquida.

Já a dívida bruta do governo geral, que considera apenas os passivos dos entes públicos, alcançou R$ 10,2 trilhões, correspondendo a 79,2% do PIB. Assim como o déficit nominal, esse indicador é utilizado em comparações internacionais sobre o nível de endividamento dos países.

Cenário fiscal segue sob monitoramento

Os dados de fevereiro indicam continuidade do cenário de déficit nas contas públicas, mesmo com melhora na comparação anual. A evolução dos indicadores fiscais ao longo de 2026 dependerá do controle de despesas, do desempenho da arrecadação e da execução das políticas econômicas.

O acompanhamento desses resultados é considerado estratégico para a definição de políticas públicas e para a avaliação da confiança de investidores na economia brasileira, com possíveis reflexos no crescimento e na estabilidade macroeconômica.

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