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Censo 2022 mostra que nomes tradicionais seguem predominando no Brasil

Redação Por Redação
16/11/2025
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População-IBGE-2-Foto-Paulo-Pinto-Agência-Brasil

Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

Os nomes Maria e José continuam liderando as estatísticas nacionais, segundo o levantamento Nomes do Brasil, divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (4), com base nos dados do Censo 2022.

De acordo com o instituto, o Brasil tem 12,3 milhões de Marias e 5,1 milhões de Josés. O sobrenome Silva, por sua vez, aparece em 34 milhões de registros, representando 16% da população.

Nas cidades cearenses de Morrinhos e Bela Cruz, as Marias somam 22% dos moradores, enquanto em municípios de Pernambuco e Alagoas, mais de 60% da população carrega o sobrenome Silva.

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A ferramenta “Nomes do Brasil” permite consultar a frequência, concentração geográfica, idade média e variação temporal dos nomes e sobrenomes. O objetivo é valorizar a diversidade cultural e histórica presente na formação do povo brasileiro.

Tendências e mudanças

O levantamento também revela transformações nos hábitos de nomeação. O nome Maria teve seu auge entre 1960 e 1969, com 2,5 milhões de registros, caindo para 517 mil entre 2020 e 2022.

Nomes contemporâneos como Gael, Ravi e Valentina ganharam popularidade na última década. O nome Gael, por exemplo, saltou de 763 registros na década de 2000 para 96,5 mil entre 2020 e 2022, refletindo mudanças culturais e novas influências sociais.

Panorama geral

O IBGE identificou mais de 140 mil nomes e 200 mil sobrenomes em todo o país. O levantamento não diferencia variações de acentuação — como Tamara e Tâmara —, mas contabiliza separadamente grafias distintas, como Ana e Anna, Luís e Luiz.

Segundo o IBGE, o estudo contribui para compreender as transformações demográficas e culturais da população brasileira. A ferramenta continuará sendo atualizada, servindo como referência para pesquisas e políticas públicas voltadas à identidade nacional e diversidade cultural.

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