A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro classificou como “profundamente perplexa” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou sua prisão preventiva neste sábado (22). O advogado Celso Vilardi afirmou que Bolsonaro estava sob monitoramento constante, utilizando tornozeleira eletrônica, quando foi detido em sua residência. As informações são da Agência Brasil.
A equipe jurídica sustenta que o ex-presidente enfrenta quadro clínico delicado e que a prisão pode agravar sua condição. A defesa ainda afirma que recorrerá da decisão e critica o fato de a medida ter sido motivada por uma vigília religiosa convocada nas redes sociais.
A decisão do STF, porém, aponta elementos considerados graves. Moraes citou risco de tumulto e possível tentativa de fuga, destacando que o Centro de Monitoração Integrada do Distrito Federal registrou violação da tornozeleira eletrônica durante a madrugada. Segundo o ministro, as circunstâncias indicam intenção de rompimento do equipamento, potencialmente facilitada pela manifestação convocada por um dos filhos do ex-presidente.
Bolsonaro já cumpria prisão domiciliar desde 4 de agosto, por descumprimento de medidas cautelares. Ele estava proibido de acessar embaixadas, manter contato com autoridades estrangeiras e utilizar redes sociais direta ou indiretamente.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no caso do Núcleo 1 da trama golpista. As execuções das penas dele e dos demais réus podem ser iniciadas nas próximas semanas.
