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Moraes vota para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação no STF

Relator propõe pena de um ano em regime aberto por publicação contra deputada nas redes sociais

Redação Por Redação
19/04/2026
Em Justiça
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

Foto: Lula Marques / Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou nesta sexta-feira (17) pela condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por difamação contra a deputada Tábata Amaral (PSB-SP). O caso é analisado no plenário virtual da Corte, onde o relator sugeriu pena de um ano de prisão em regime aberto. As informações são da Agência Brasil.

A ação penal teve origem em uma publicação feita por Eduardo Bolsonaro nas redes sociais, na qual ele associou a parlamentar a interesses empresariais ao comentar um projeto de lei apresentado por ela.

Processo envolve publicação de 2021

O episódio que motivou a ação ocorreu em 2021, quando o então deputado afirmou que a proposta de distribuição gratuita de absorventes íntimos teria relação com interesses de um empresário ligado ao setor de higiene pessoal.

A declaração levou à abertura do processo judicial, no qual a parlamentar alegou que houve ofensa à sua reputação e imagem pública.

Relator aponta intenção de atingir honra

Ao apresentar seu voto, Alexandre de Moraes entendeu que a conduta configurou difamação. Segundo o ministro, a publicação teve como objetivo atingir a honra da deputada tanto na esfera pública quanto na privada.

O relator também destacou o alcance das redes sociais, apontando que a ampla disseminação de conteúdo na internet potencializa os efeitos de declarações desse tipo.

Julgamento ocorre em plenário virtual

O caso está sendo analisado no sistema virtual do STF, modalidade em que os ministros inserem seus votos eletronicamente dentro de um prazo determinado. A votação permanece aberta até o dia 28 de abril.

Ainda faltam os votos de outros nove ministros da Corte para a conclusão do julgamento.

Defesa cita imunidade parlamentar

Durante a tramitação do processo, a defesa de Eduardo Bolsonaro argumentou que as declarações foram feitas no exercício do mandato parlamentar e estariam protegidas pela imunidade prevista na Constituição.

Esse ponto deverá ser considerado pelos demais ministros ao longo da análise do caso.

Ex-deputado está fora do país

Eduardo Bolsonaro encontra-se nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato na Câmara dos Deputados após acumular faltas às sessões legislativas.

A decisão final do STF dependerá da formação de maioria entre os ministros, que ainda irão se manifestar no plenário virtual.

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