O governo de Rondônia iniciou o uso de equipamentos com tecnologia de Inteligência Artificial (IA) no Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho, com a proposta de agilizar exames e oferecer diagnósticos mais rápidos em casos de urgência e emergência. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, alguns procedimentos podem ter análise concluída em cerca de um minuto, dependendo da complexidade.
A iniciativa integra a modernização da rede pública estadual e passa a incorporar ferramentas digitais ao atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) em Rondônia. A expectativa é ampliar a eficiência nos diagnósticos e reduzir o tempo de resposta diante do alto fluxo de pacientes na unidade.
Assistente virtual e exames com algoritmos
Entre as ferramentas utilizadas está a assistente virtual Lívia IA, desenvolvida para auxiliar profissionais de saúde na tomada de decisões clínicas. O sistema foi treinado por médicos e funciona como suporte à análise de dados, contribuindo para maior precisão e agilidade.
De acordo com o médico emergencista Vinicius Nogueira, a tecnologia amplia a capacidade de avaliação clínica. Segundo ele, a IA permite analisar grande volume de informações em menos tempo e identificar padrões que poderiam passar despercebidos em avaliação exclusivamente manual.
Na prática, exames como ecocardiogramas e ultrassonografias point of care utilizam algoritmos para interpretação de imagens e dados, acelerando o processo diagnóstico e facilitando a condução do tratamento.
As áreas que mais utilizam o recurso na unidade são medicina de emergência, cardiologia, radiologia e diagnósticos por imagem.
Modernização da rede estadual
O governador Marcos Rocha afirmou que a adoção da tecnologia é resultado de investimentos voltados à modernização da saúde pública. Já o secretário de Estado da Saúde, Jefferson Rocha, destacou que a IA contribui para reduzir o tempo de espera e otimizar o atendimento, especialmente em um hospital de grande demanda como o João Paulo II.
Segundo a Secretaria, a tecnologia não substitui o trabalho dos profissionais, mas atua como ferramenta de apoio clínico, ampliando a capacidade de resposta da rede estadual diante de situações críticas.
A previsão é que outros hospitais estaduais passem a adotar recursos semelhantes, consolidando a integração de soluções digitais ao atendimento hospitalar em Rondônia.






