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Mauro Cid retira tornozeleira e inicia cumprimento de pena em regime aberto

Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro foi condenado a dois anos de prisão, mas cumpre pena em Brasília com restrições e benefícios da delação premiada

Redação Por Redação
03/11/2025
Em Justiça
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Mauro-Cid-Foto-Valter-Campanato-Agência-Brasil

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, compareceu nesta segunda-feira (3) ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde participou de audiência para dar início ao cumprimento de sua pena de dois anos de prisão em regime aberto. Durante o procedimento, ele retirou a tornozeleira eletrônica, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes. As informações são da Agência Brasil.

A audiência foi conduzida pela juíza auxiliar Flavia Martins de Carvalho, que orientou o militar sobre as regras que deverá seguir. Na semana passada, Moraes havia determinado o início do cumprimento da pena, imposta após a condenação de Cid na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista.

Por ter firmado acordo de delação premiada durante as investigações, Cid não cumprirá a pena em regime fechado. O militar está proibido de sair de Brasília, devendo observar recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 6h, além de permanecer em casa integralmente nos fins de semana.

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Ele também está impedido de portar armas, usar redes sociais e manter contato com outros investigados nos processos que apuram a tentativa de golpe de Estado.

Entre os benefícios decorrentes da delação, Cid deixará de utilizar tornozeleira eletrônica e poderá ter escolta da Polícia Federal (PF) para garantir sua segurança e a de seus familiares. Seus bens bloqueados também serão liberados, segundo determinação judicial.

No julgamento realizado em 11 de setembro, por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou Mauro Cid, Jair Bolsonaro e outros cinco réus por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-diretor da Abin e deputado federal Alexandre Ramagem também foi condenado, mas por três desses crimes, após ter parte das acusações suspensas.

Os recursos apresentados por Bolsonaro e demais condenados serão julgados pela Primeira Turma do STF a partir do dia 7 de novembro. O caso continua sendo um dos principais desdobramentos da investigação sobre a tentativa de ruptura institucional ocorrida em 8 de janeiro de 2023.

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