O transporte escolar fluvial no Rio Madeira se tornou um exemplo de inclusão e desenvolvimento em Rondônia. O programa, mantido pelo governo do estado, utiliza 65 embarcações em 63 rotas para levar 900 estudantes das redes estadual e municipal de Porto Velho até as escolas, garantindo acesso à educação em comunidades ribeirinhas.
O governador Marcos Rocha destaca que o serviço é resultado de investimentos voltados à valorização das comunidades ribeirinhas. “O transporte fluvial é uma forma de respeito e compromisso com o futuro dos nossos estudantes”, afirmou.
A secretária de Educação, Albaniza Batista de Oliveira, explicou que o programa inclui reformas de voadeiras, capacitação de pilotos e formação de monitores. Segundo ela, “a ação une segurança, qualidade e cuidado com os alunos que enfrentam longas distâncias diariamente”.
A gerente de Transportes da Seduc, Miriam Mendes, ressaltou que o projeto também gera oportunidades de emprego. “Grande parte dos profissionais contratados é da própria comunidade, o que fortalece a economia local e amplia o sentimento de pertencimento”, observou.
No distrito de São Carlos, ponto central do serviço, embarcações percorrem trajetos que cruzam o Rio Madeira, Rio Jamari, Rio Verde e o Lago do Cuniã. O piloto Sérgio Gaspar, ex-estudante do transporte fluvial, hoje conduz uma das embarcações ao lado de Hélio Gonçalves, seu antigo piloto. “Hoje levo minha filha para a escola no mesmo barco em que estudei. É uma emoção enorme”, contou.
A monitora Clemir Souza, responsável por acompanhar os alunos, afirma que o trabalho exige atenção constante. “Garantimos que todos usem coletes salva-vidas e cheguem em segurança. Cuidamos deles como se fossem nossos filhos”, disse.
Estudantes como Fernanda de Oliveira e Luiz Eduardo Silva, ambos de 17 anos, destacam o impacto do transporte em suas rotinas. “Sem o barco, eu não estudaria. Meu sonho é ser pediatra”, disse Fernanda. Já Luiz Eduardo planeja “ser engenheiro e retribuir o que o estudo oferece”.
O transporte escolar fluvial atende distritos como Calama, Nazaré, Cujubim Grande, Jaci-Paraná e São Carlos, fortalecendo o direito à educação e a permanência dos estudantes nas escolas. Segundo a Seduc, a meta é expandir o serviço para novas comunidades até o fim de 2026.
