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Semusa registra 70 casos de sífilis congênita em Porto Velho

Os números seguem crescendo e a Semusa alerta a população quanto aos cuidados necessários para evitar a doença
Do início deste ano até o dia 6 de novembro foram notificados 80 casos de gestantes infectadas com sífilis em Porto Velho, e 70 casos de sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê na gestação. O ministério da saúde já classifica a doença como epidemia.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) atenta a esse crescimento de pessoas infectadas, alerta sobre a importância da proteção durante o ato sexual. Usar preservativo é a melhor forma de se proteger da doença causada pela bactéria Treponema pallidum, que é transmitida sexualmente. A prefeitura informa que todas as unidades de saúde tem preservativos para serem distribuídos.

O diagnóstico precoce e principalmente o tratamento na gravidez evita sequelas para a criança. Todas as unidades de saúde de Porto Velho contam com profissionais capacitados para fazer o teste rápido que inclui sífilis, hepatite B e C, além de HIV. O atendimento é individualizado. Com apenas uma gota de sangue e em até dez minutos é possível ter o resultado.

Se der positivo para sífilis a gestante já recebe o tratamento, as orientações e encaminhamentos. A policlínica Ana Adelaide, por exemplo, oferece o teste rápido todas as terças e quintas-feiras. E nos próximos dias o plantão corujão que funciona na unidade Mauricio Bustani (avenida Jorge Teixeira) também vai realizar o teste.

“Se a mãe fizer o diagnóstico precoce e tiver o tratamento concluído até trinta dias antes do parto, a

chance é pequena de passar a infecção para esse bebê. Essa é a orientação do ministério da saúde. O

tratamento da mãe pode evitar que esse recém-nascido fique internado, as vezes até por mais de dez dias”, explica a coordenadora das ISTs (Infecções sexualmente transmissíveis), Maria de Lurdes.

O levantamento feito pelo núcleo de DST da Semusa aponta que de 2013 até 2017 foram 555 casos notificados de sífilis em mulheres grávidas. O maior índice é entre mulheres de 20 a 34 anos, com 356 casos, seguido da faixa dos 15 aos 19 anos, com 135 casos. Dos 35 aos 49 anos foram feitas 55 notificações. Dos 10 aos 14 anos, 9 casos foram registrados.

O tratamento da doença é realizado na própria unidade, com a aplicação das doses de Penicilina e acompanhamento periódico, que leva em média seis meses. As gestantes, seus parceiros e os recém- nascidos que porventura tenham diagnóstico de sífilis congênita também são acompanhados nas unidades de saúde.

Fonte: Semusa

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