Assistente social da Policlínica Oswaldo Cruz alerta para a importância do tratamento precoce da Hanseníase

No Janeiro Roxo, o Estado de Rondônia intensifica o trabalho de diagnóstico e tratamento precoces de Hanseníase. Durante o ano de 2018, foram registrados 691 casos da doença crônica e o Estado ainda é considerado endêmico, mas a Hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito por meio do Sistema Único de Saúde (Sus).

O Programa de Hanseníase da Policlínica Oswaldo Cruz (POC) é referência estadual e teve início em meados de 1985, atuando em demandas espontâneas ou direcionadas. Por exemplo, o paciente que localizou uma mancha pelo corpo e percebeu insensibilidade na área, procura a policlínica diretamente, sem a necessidade de ser atendido em um posto de saúde. “Há facilidade no atendimento porque é uma doença crônica, se o paciente é da forma positiva, tem que ser atendido o mais rápido possível, como é uma doença transmissível, se ele não está tratando, pode transmitir”, disse a assistente social do programa, Maria Helena Aguado Boulos.

Estruturada para atuar com o atendimento em casos complicados, a crianças menores de 15 anos, casos do interior do Estado com dúvida no diagnóstico e casos complicados de reações, a Policlínica realiza o diagnóstico e indica o tipo adequado de tratamento, com prescrição de medicação simples, com duração de 6 a 12 meses, ou indicação de cirurgia, em agravos com inflamações dos nervos, realizada no Hospital Santa Marcelina.

Causada pelo micróbio Bacilo de Hansen, a Hanseníase é uma doença infectocontagiosa que afeta a pele e nervos. Transmitida de uma pessoa para outra, através da fala, tosse ou espirros, em decorrência de contato prolongado com uma pessoa doente e sem tratamento. O primeiro sintoma é mancha dormente, sem sensibilidade, no corpo com coloração esbranquiçada ou vermelha, e/ou nervos inflamados. Em alguns casos, desenvolvem-se nódulos espinhosos que podem inflamar no corpo. O tratamento clínico é distribuído gratuitamente pelo Sus, e tem duração de seis meses ou um ano. A medicação mata o bacilo causador da doença, mas alguns casos requer tratamento com corticoide para combater a inflamação nos nervos. E quando a medicação não é viável, em casos de complicação, faz-se necessário realizar cirurgia, chamada neurolise, para liberar os nervos afetados.

DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A HANSENÍASE

Desde 1954, o último domingo de janeiro foi instituído como o “Dia mundial de luta contra a Hanseníase”, com a finalidade de chamar a atenção da sociedade e autoridades de saúde, sobre a importância da prevenção e tratamento adequado à doença.

CAMPANHA ESTADUAL JANEIRO ROXO

A campanha Janeiro Roxo promove a intensificação em diagnosticar novos casos e prevenir agravos com tratamento precoce, para eliminar fontes de infecção e interromper a cadeia de transmissão da doença. A Coordenação geral de Hanseníase e doenças em eliminação, do Ministério da Saúde, por meio da Agencia Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), organizou a campanha de 2019 com os municípios de Rondônia, fortalecendo a utilização da cor roxa, símbolo do combate à doença, e desenvolvimento de ações educativas.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia