A educação pública de Rondônia registrou um novo resultado com a aprovação de Luiz Fernando Souza Kaxarari, de 19 anos, no curso de Medicina da Universidade Federal de Rondônia (Unir), após o estudante concluir todo o ensino médio por meio da política de Mediação Tecnológica, na Escola Estadual Jayme Peixoto de Alencar, no distrito de Extrema, em Porto Velho.
Pertencente ao povo indígena Kaxarari, o estudante cursou as três séries do ensino médio em um modelo educacional voltado a regiões de difícil acesso, executado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc). A aprovação ocorreu após o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), utilizado como critério de ingresso na universidade federal.
A Mediação Tecnológica é adotada pela rede estadual para ampliar o acesso à educação em distritos, áreas rurais, comunidades ribeirinhas e territórios indígenas. O modelo combina aulas transmitidas ao vivo por professores especialistas, a partir de estúdios centrais, com o acompanhamento presencial de docentes em sala, responsáveis pela orientação pedagógica e apoio direto aos alunos.
O governo estadual avalia que o resultado reflete a expansão de políticas educacionais voltadas à equidade no acesso ao ensino médio. Segundo a gestão, a iniciativa busca assegurar que estudantes de regiões mais afastadas tenham condições semelhantes às das áreas urbanas para disputar vagas no ensino superior.
A Secretaria de Estado da Educação destacou que a aprovação reforça a efetividade da Mediação Tecnológica como política pública estruturante, ao alinhar currículo da rede estadual, acompanhamento pedagógico contínuo e uso de tecnologia para reduzir desigualdades educacionais.
No âmbito regional, a Superintendência de Educação de Extrema apontou que o ingresso do estudante em Medicina simboliza o impacto da permanência escolar e do trabalho desenvolvido pela rede estadual, mesmo diante das limitações geográficas do distrito.
Luiz Fernando relatou que a Mediação Tecnológica contribuiu para a criação de uma rotina de estudos e para o fortalecimento de disciplinas exigidas no Enem, como redação, matemática e ciências da natureza, além de estimular autonomia ao longo da trajetória escolar.
Professores que acompanharam o estudante ao longo do ensino médio destacaram que o modelo favorece vínculos pedagógicos duradouros, já que a mesma turma permanece com os mesmos docentes durante todo o ciclo, fortalecendo o acompanhamento individual e coletivo dos alunos.



