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Café de Rondônia surpreende representantes das principais regiões cafeicultoras do País

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A cafeicultura de Rondônia tem passado por mudanças positivas nos últimos anos, com destaque para o aumento da eficiência produtiva e crescimento do volume da safra, assim como já começam a ter cafés robustas reconhecidos nacionalmente pela qualidade. Estas transformações têm chamado a atenção no cenário produtivo nacional e, por isso, integrantes do Grupo Técnico de Especialistas em Café – GTEC Conilon, fizeram uma visita de reconhecimento às principais regiões cafeeiras do estado, de 14 a 16 de março, na ação denominada Missão Robustas Amazônicos, liderada pelo GTEC Conilon, organizada pela Embrapa Rondônia e com a parceria da Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura de Rondônia (SEDI) e Emater-RO.

O GTEC Conilon, que existe há cinco anos, é um importante fórum de debates sobre a cafeicultura brasileira e uma iniciativa da empresa Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. A comitiva que veio à Rondônia contava com representantes das principais regiões produtoras de café do País, formada por 26 especialistas em cafeicultura dos estados do Espírito Santo, Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais, sendo eles produtores, empresários, consultores, analistas e pesquisadores que estão entre os mais proeminentes na produção de café canéfora (conilon e robusta) no Brasil.

Os integrantes da comitiva chegaram ao estado curiosos e com muita expectativa, pois viram fotografias pelas redes sociais e ouviram falar do potencial da cafeicultura em Rondônia. “Essa visita me deu a certeza de que a cafeicultura de Rondônia mudou e ela e vai ter grande influência na qualidade dos cafés canéforas do Brasil”, destaca o produtor de café de Santa Tereza – ES, Luis Carlos Gomes. O engenheiro agrônomo Luiz Fernandes, que atua no Espírito Santo com desenvolvimento técnico de mercado na empresa Syngenta, complementa: “Passamos a não ter mais dúvidas de que um dos próximos polos de produção de café do Brasil será Rondônia”.

Segundo o pesquisador da Embrapa Rondônia e um dos organizadores da ação, Enrique Alves, a visita trouxe ao estado formadores de opinião da cafeicultura do País, que vieram conferir de perto as transformações que estão acontecendo no estado e têm conhecimento para falar do potencial e trazer novos investidores. Para ele, o estado começa a colher os frutos de um processo de modernização constante, fruto de muito esforço de produtores, apoio de instituições de pesquisa, extensão rural e ações governamentais. “Essa Missão de reconhecimento tem o potencial de criar massa crítica sobre a agricultura na região Amazônica, agricultura familiar e desenvolvimento sustentável. É um momento de troca de experiências e de aprendizado mútuo. São eventos como este que plantam a semente de novos tempos de empreendedorismo agrícola no estado de Rondônia”, reforça Alves.

O presidente do GTEC Conilon e produtor de café no Espírito Santo, José Silvano Bizi, comenta que os clones vistos em Rondônia se destacam. “Esta visita superou nossas expectativas em termos de tecnologias e de empenho dos produtores e dos órgãos de pesquisa e extensão. Encontramos também uma tecnologia diferenciada que podemos levar para nosso estado e trazer também mais experiências para a cafeicultura de Rondônia, fortalecendo o café canéfora no Brasil”, afirma.

A Missão Robustas Amazônicos 

Durante o evento, além de uma reunião técnica no primeiro dia, em Cacoal, com troca de experiências, também foram realizadas visitas a produtores e viveiristas que se destacam na cafeicultura do estado nos municípios de Alto Alegre dos Parecis, Rolim de Moura, Nova Brasilândia e Cacoal. “Receber pessoas que conhecem de café e valorizam o que a gente faz, só traz satisfação e motivação. O que eles estão vendo é resultado de uma corrente da cadeia do café em Rondônia, com a gente que é produtor, a pesquisa, a extensão. Tem que caminhar todos juntos para ter sucesso”, diz Arnelei Sérgio Kalk, produtor, viveirista e referência em café de qualidade no estado. Na premiação de Melhor Café do Ano 2017, o Coffee of The Year, Rondônia ficou com a 2ª, 3ª e 4ª colocações, Tiago Duarte, André Kalk e Sérgio Kalk, respectivamente. Os três trabalham juntos e não abrem mão da qualidade do café.

Além de visitantes de outros estados, estiveram presentes à Missão pesquisadores do Núcleo de Café da Embrapa; a diretora-presidente da Emater-RO, Albertina Marongoni; a secretária de Estado da Agricultura de Rondônia (Seagri) Mary Braganhol; o diretor-presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) Marcelo Coelho; a diretora da Revista Espresso Mariana Proença, que é também organizadora do maior evento de café do Brasil: a Semana Internacional do Café; representantes da Câmara Setorial do Café e demais autoridades estaduais e municipais. 

A cafeicultura em Rondônia

Rondônia é o quinto maior produtor de café do País e está entre os três maiores estados produtores da espécie Coffea Canephora (conilon e robusta). O café é uma das principais culturas agrícolas geradoras de ICMS para o estado, realizada praticamente por agricultores familiares, cerca de 20 mil. Nos últimos anos, a cafeicultura do estado tem passado por transformações positivas, com a adoção de tecnologias e o aumento da eficiência. Em seis anos a área reduziu em 46% e a produtividade aumentou em 180%. Além disso, tem obtido destaque e reconhecimento pela qualidade dos seus robustas.

Essa transformação é consequência do uso de tecnologia clonal, materiais genéticos superiores, irrigação e novas práticas de manejo. O clima amazônico tem se mostrado muito favorável à produção de cafés híbridos (conilon e robusta), conhecidos pela alcunha de Robustas Amazônicos, que têm conquistado exigentes mercados consumidores devido às suas características sensoriais diferenciadas. Segundo o pesquisador Enrique Alves, este conjunto de transformações e o potencial do estado para se tornar referência em produção de cafés no país tem chamado à atenção de especialistas e investidores para conhecerem de perto essa verdadeira revolução silenciosa que acontece no campo.

Fonte: Renata Kelly da Silva

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