“Temos que fazer o essencial com menos”, afirma secretário de Finanças de Rondônia sobre corte de gastos em secretarias estaduais

Os impactos da paralisação dos caminhoneiros chegaram às secretarias estaduais, que serão obrigadas fazer cortes substanciais nos gastos e escolher as prioridades. O recado foi transmitido pelo governador Daniel Pereira, nesta segunda-feira (28), em reunião no Palácio Rio Madeira.

As desonerações concedidas pelo governo federal em atendimento as demandas do transporte de cargas afetará fortemente as contas estaduais, segundo explanou o secretário de finanças, Franco Ono. De tão grave o quadro que se desenha, ele disse que não se trata mais de fazer mais com menos, o mote do governo para manter as contas sob controle. “Agora, temos que fazer o essencial com menos”, afirmou.

O cenário de perda de receitas foi apresentado pela manhã, quando o governador reuniu o Conselho do Estado, do qual fazem parte representantes dos demais poderes. À tarde, Daniel Pereira disse aos secretários que todos terão que participar dos esforços para que o estado se adeque à nova realidade econômica que se impõe, com cortes nos gastos.

“Viagens para fora do estado, só  se for para trazer resultados concretos, trazer mais recursos”, anunciou o governador, que pretende fazer uma série de reuniões com a bancada estadual, federações, prefeitos e sindicatos de servidores para tratar da gravidade do momento.

Os secretários estaduais presentes à reunião com o governador foram orientados a preparar breve explanação para mostrar quais os cortes de gastos que farão e o que realização com os recursos restantes.

A Controladoria Geral do Estado manterá uma equipe para levar orientações aos secretários sobre a medidas de cortes de gastos que poderão ser feitas. O controlador geral Francisco Netto lembrou ainda que os secretários devem estar atentos para os restos a pagar de suas pastas.

A folha de pagamentos necessitará de cuidados para que não exceda ao limite prudencial previsto em lei, recomendou o secretário Pedro Pimentel, da pasta de Planejamento, Orçamento e Gestão. “Neste momento não há jeitinho. Estamos próximos do final do governo e as contas têm que ser fechadas corretamente”, defendeu ele.

O tom mais preocupante veio o secretário estadual da saúde, Eduardo Maiorquim. A pasta trabalha com déficit orçamentário há muito tempo, mantém cerca de 300 leitos de UTI, contribui com os municípios que sofrem com a falta de recursos e ainda atende ações que partem da justiça. “Mesmo com tantos problemas, chegam mandados de segurança para serem cumpridos. Recebemos 40 de uma só vez”, explicou.

“É importante que todos saibam que o governo não está parado diante do quadro”, explicou Eurípedes Miranda Botelho, secretário chefe da Casa Civil. Ele falou sobre as reuniões que vem sendo feitas desde a semana passada com diversos setores, pelo governador Daniel Pereira, em busca de mecanismos fazer frente aos problemas decorrentes da paralisação do setor de transporte de cargas.

O desfecho positivo para o impasse, na avaliação de Daniel Pereira, virá, mas todos os secretários terão que adotar as medidas propostas pela equipe econômica do governo. “Temos que trabalhar para que o futuro governador tenha uma situação administrável ao assumir em 2019”, concluiu.

Franco Ono, secretário de Finanças, pede a secretários que façam cortes nos gastos para enfrentar impacto da desoneração

Fonte: Secom – Governo de Rondônia



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