Principais cargos de liderança do Governo de Rondônia são ocupados por servidores de carreira

Pela primeira vez, na história de Rondônia, quase todo o primeiro escalão da administração estadual é formado por técnicos oriundos do próprio serviço público. Como servidores de carreira, os secretários, adjuntos e diretores de departamentos, por exemplo, conhecem melhor a estrutura administrativa e fazem fluir melhor a gestão.

“É uma decisão pessoal do governador Confúcio Moura”, explica Emerson Castro, secretário- chefe da Casa Civil e um dos três que não são servidores públicos de carreira.

Segundo Castro, a escolha do governador para os cargos estratégicos da administração estadual valorizam o servidor público. Ter no primeiro escalão técnicos que conhecem bem a gestão privilegiam a dinâmica da administração. “Os procedimentos e as políticas em andamento fluem com facilidade”, acrescenta.

Wagner Garcia de Freitas e Franco Ono, secretário e adjunto da Secretaria de Finanças (Sefin), são um exemplo. Ambos são concursados e fizeram carreira como auditores fiscais. Ono já foi titular da pasta numa administração anterior.

A dupla conduz a agenda financeira do estado e é uma das responsáveis pelo cumprimento do ajuste fiscal que coloca Rondônia entre os poucos estados a terem dinheiro honrar compromissos e fazer investimentos em plena crise.

Mas há outros casos. O rondoniense George Braga, da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), é funcionário do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, onde exerceu diversos cargos em sua especialidade.

Na Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o titular não é de carreira. Entretanto, Márcio Félix, o secretário-adjunto, é servidor estadual e já esteve em outra pasta na atual gestão.

Também são servidores públicos de carreira o secretário e adjunto da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). Williames Pimentel já atuou em vários cargos, inclusive na administração municipal e federal. Luiz Eduardo Maiorquin, o adjunto, é médico dos quadros da secretaria e eventualmente combina a função administrativa com a de profissional da saúde. Mas estes são apenas alguns dos casos.

PGE

Há ainda, o caso específico da Procuradoria Geral do Estado (PGE). O procurador-chefe Juraci Jorge é do quadro do órgão. Mas ele inaugura esta era. Um decreto do governador Confúcio Moura estabelece que o procurador-geral tem que ser, também, procurador estadual. Antes, o cargo poderia ser ocupado por outro profissional do direito nomeado pelo governador.

Na Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, o comando também é de delegados e oficiais militares. Também são oriundos da PM os secretários do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e Justiça (Sejus).

Para Emerson Castro, o conhecimento que o servidor de carreira traz contribui decisivamente para a administração estadual. “Cada um destes técnicos, com o profundo conhecimento em suas áreas, é fundamental para que as políticas públicas do governo sejam aplicadas com zelo e determinação”, argumenta.

“Eles conhecem o pensamento do governador e sabem como as tarefas devem ser cumpridas”, acrescenta Castro.

A outra vantagem é que fica a memória para o futuro. Se um futuro governador necessitar de alguma informação de algum programa, por exemplo, saberá onde encontrar o servidor para consultá-lo.

GRADUAÇÃO

A valorização do servidor também é feita em forma de qualificação. Pelo menos 10 mil têm oportunidade de fazer graduação através da Escola de Governo. Na Polícia Militar, a tropa é estimulada a progredir com o fluxo para as promoções. Todos podem ascender a postos superiores.

Também faz parte da política de valorização do servidor o Premio Boas Ideias, que oferece recompensa em dinheiro para o funcionário que apresenta projeto inovadores com soluções que favoreçam o servido público.

O sentimento de lealdade com o cidadão que deve prevalecer no serviço público é um dos temas que Confúcio Moura costuma abordar nas reuniões com funcionários. Ele também estimula a busca pelo conhecimento para o crescimento pessoal e profissional de cada um. “As oportunidades estão aí para todos. O estado precisa de profissionais cada vez mais qualificados”, diz.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia

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