Porto Velho

LIMPEZA E CASCALHO: Prefeitura recupera várias ruas no bairro Caladinho

Há quase uma década os moradores solicitavam atenção do poder público municipal, mas sempre eram ignorados

A prefeitura de Porto Velho está recuperando cerca de quatro quilômetros de ruas no bairro Caladinho, na região Sul da cidade. Entre as vias beneficiadas estão as ruas 18 de Janeiro, Cardeal, Curitiba e Tamareira. Conforme o subsecretário de obras e pavimentações, Tiago Beber, as ruas estavam praticamente intransitáveis e causavam grandes transtornos para os moradores.

Na rua Cardeal a obra já foi concluída. O trecho trabalhado fica entre as ruas JK e Nova York. Na 18 de Janeiro a Subsecretaria Municipal de Obras e Pavimentações (Suop) atuou entre as ruas Tancredo Neves e Cardeal. Em ambos os casos foram executados serviços de limpeza, retirada de entulhos, encascalhamento, patrolamento e sistema de drenagem superficial nas laterais para escoar as águas pluviais.

Beber informou que as ruas estavam tomadas por crateras, lama, matagais e muito lixo. Por conta da sujeita e águas empoçadas, os mosquitos proliferavam e era grande o risco dos moradores contraírem doenças. “Hoje a situação mudou completamente e a comunidade até agradece a gente e ao prefeito dr Hildon Chaves pelo trabalho, pois havia quase uma década que solicitavam os serviços mas não eram atendidos”, disse.

Os buracos eram tantos que foram utilizadas cerca de 50 carradas de cascalho para deixar as duas vias em condições de tráfego. Por enquanto o trabalho é paliativo, mas Beber afirma que a equipe da Suop já realiza estudos técnicos e busca recursos financeiros para que, tão logo seja possível, viabilizar o asfalto. “De tanto pedir e não ser atendido, o povo aqui estava sem esperança, mas a prefeitura devolveu a esperança para essas pessoas”, completou.

Morador da rua Cardeal há 15 anos, o representante comercial Romarcio Soares era um dos que estava desacreditado do poder público. Conta que bem na frente da casa dele havia uma enorme cratera que dificultava a entrada e saída da garagem, além de deixar a residência toda suja de lama. “Vivemos essa situação durante oito anos e ninguém olhava por nós. Nossa rua era asfaltada, mas desde que fizeram buracos para colocar uns canos da Caerd o asfalto foi se deteriorando e acabou. Agora sim, está bem melhor”, desabafou.

Ações semelhantes serão realizadas na rua Curitiba, entre as ruas Algodoeiro e JK, onde o trabalho começou na tarde de quarta-feira (26) e foi acompanhado por Tiago Beber. O subsecretário conversou com moradores, orientou a equipe quanto aos serviços a serem executados e disse que caso a chuva não atrapalhe, o trabalho na rua Curitiba será concluído ainda nesta quinta (27).

Posteriormente será a vez da rua Tamareira, entre Tancredo Neves e Geraldo Siqueira. A Suop continuará com as obras até que o cronograma seja cumprido. Além das obras no Caladinho, Beber informa que existem várias outras frentes de trabalho espalhadas pela cidade realizando abertura de ruas, limpeza, encascalhamento e tapa-buracos, entre outros.

Fonte: Comunicação – Prefeitura de Porto Velho

QUINQUÊNIO: Semad diz que aceita números apresentados pelos sindicatos

Sindicatos contabilizaram apenas a implantação do quinquênio e não a continuidade dos valores vinculados ao vencimento básico para o resto da vida funcional

A nota distribuída à imprensa pelos sindicatos Sintero, Sindeprof, Sinderon, Sindifisc, Senge e Sindarq que representam servidores municipais, contestando os números apresentados pela Secretaria Municipal da Administração (Semad) com relação aos impactos gerados pelo pagamento de quinquênios ao longo dos próximos anos, embora cheios de incorreções, pode ser reconhecido pela Prefeitura, caso os representantes sindicais aceitem um acordo com base nos números por eles apresentados.

“Se conseguirem provar por meio de números que o impacto neste ano será de apenas R$ 686 mil e que ao longo dos quatro anos de mandato será de apenas R$ 1,8 milhão, estamos abertos para fecharmos um acordo nestes termos imediatamente. Nem haveria questionamento se o assunto fosse apenas com os sindicatos. Ocorre que se adotássemos o entendimento sindical, estaríamos ludibriando a boa fé dos servidores. Os números estão completamente equivocados e não condizem com a realidade”, explicou o secretário Alexey de Oliveira, da Administração.

De acordo com o titular da Semad, “os sindicatos contabilizaram apenas os custos da implantação do quinquênio, como se fosse um abono pago apenas num mês e retirado no outro – não como uma gratificação que será vinculada ao vencimento básico. Da forma ventilada pelos sindicatos, o custo da implantação do quinquênio a 3.818 servidores, de fato será de R$ 686,2 mil, mas, só no mês que o servidor adquire o quinquênio. Só que essa quantia continuará vinculada ao vencimento básico. Ela não entra num mês e é excluída no outro. Somando-se mês a mês as implantações, o impacto só neste ano de 2017 será de R$ 5,55 milhões. Em 2018, com mais 1.519 quinquênios, o impacto será de mais R$ 2,017 milhões; em 2019, com novos 1.923 servidores, será de 2,991 milhões e em 2020, com mais 2.265 servidores que receberão quinquênios, o impacto vai à R$ 3,347 milhões, num total aproximado de R$ 14 milhões nos quatro anos, só de quinquênios, fora os demais indexadores da folha de pagamentos.

Segundo o secretário da Administração, quando o prefeito dr Hildon Chaves citou a projeção pela qual a folha de pagamentos estaria em torno de R$ 100 milhões ao final de seu mandato, “não estava amparado em achismos ou estimativa aleatória. Era cálculo puro. Com base nesses números podemos afirmar que caso o pagamento dos quinquênios seja mantido como está, em dezembro deste ano a folha de pagamentos estará em R$ 71 milhões; em dezembro de 2018 em R$ 81,4 milhões; em dezembro de 2019 alcançará R$ 86,1 milhões e em dezembro de 2020, último mês do atual mandato já estará em R$ 91,5 milhões, sem contar com o crescimento vegetativo, decorrentes das progressões, que reajustam automaticamente a folha em cerca de 3,5%, mais a reposição das perdas inflacionárias, estimada em 4,5%, que, somados, vão atingir os R$ 100 milhões citados nas nossas simulações”, explica Alexey para confirmar os cálculos da Administração que embasaram a necessidade de criação da lei que definiu uma regra de transição para o fim do pagamento da gratificação.

Fonte: comdecom