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Agevisa alerta para a possibilidade de leptospirose em áreas alagadiças em Rondônia

Com a baixa das águas em áreas alagadas durante o período de inverno amazônico, aumenta o risco de incidência de leptospirose, a doença infecciosa transmitida pela urina de roedores, como o rato de telhado, a ratazana, e a catita. A Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) alerta para os cuidados que os rondonienses devem ter para evitar a doença, que no estado tem registro de casos durante todo o ano.

“A ratazana ou rato de esgoto é o que mais transmite essa doença, e o contato com a urina é meio de contágio. É muito comum que eles façam suas tocas em terrenos com acúmulo de lixo e entulhos, e em bueiros. Se essas águas transbordam, trazem a urina e as fezes dos ratos com elas. E aí, o maior problema é quando a água está baixando, deixando para trás todas as bactérias (leptospiras) no local”, explica a coordenadora estadual de Vigilância e Controle da Leptospirose e Pragas, Luzimar Amorim.

Segundo a coordenadora, a retirada de lixo, a limpeza dos terrenos e casas afetados por alagação, ou mesmo a higienização de lugares com infestação de roedores, devem ser feitas com proteção. “No caso dos ribeirinhos, e o problema com alagações constantes, a atenção deve ser redobrada, principalmente porque eles fazem o retorno para as residências após o período de enchente. Na falta de luvas e botas, podem ser usadas duas sacolas plásticas em cada mão e pé. O quintal deve ser raspado, nunca com contato direto com a lama. E a casa, é preciso ser desinfetada”, acrescenta Luzimar.

Para cada balde com 20 litros de água, é recomendado 200 ml de água sanitária. “É só fazer a mistura e espalhar no ambiente, deixando agir por 20 minutos, e lavando o local após o tempo de ação do produto, sempre usando o equipamento de proteção das mãos e pés. É importante também o cuidado com alimentos mal embalados. Se o alimento ficou exposto ou o roedor roeu o pacote, geralmente ele deixa fezes e urina, então a preferência é que seja descartado. Caixas d’água sem tampa também devem ser limpas. Esvazie a caixa, esfregue bem com uma escova ou esponja, e depois dessa limpeza, para cada mil litros do reservatório, espalhe um litro de água sanitária e deixe agir por 30 minutos. Encha a caixa e após 1h30 abra as torneiras, para que essa mesma água passe pela canalização e faça a desinfecção dos canos. Essa mesma água pode ser utilizada para a limpeza da casa”, esclarece a profissional.

Nas áreas rurais, a coordenadora alerta para o acondicionamento dos alimentos no paiol. “Geralmente são lugares cheios de frestas ou com abertura entre o telhado e as paredes, o que dá acesso ideal para os roedores. E lá, tanto pode ter o roedor urbano, que já foi deslocado dentro de malas e caixas de alimentos, quanto os roedores silvestres, que são ainda piores por terem a possibilidade de transmissão de outras doenças”.

Dados

Nos últimos cinco anos, foram confirmados 314 casos em pacientes com residência em Rondônia, sendo registradas 11 mortes do total. As suspeitas seguem a ordem: 2014 = 861; 2015 = 429; 2016 = 733; 2017 = 364; 2018 = 141. Os municípios com maiores registros de confirmação desde 2014 até esta semana, foram Porto Velho (92 casos), Ouro Preto (90 casos), Machadinho D’Oeste (45 casos), Cacoal (15 casos), e Candeias do Jamari e Ariquemes empatados (13 casos).

Luzimar Amorim diz que os números são baixos. “Se for observado que em 2014 as suspeitas foram maiores, entendemos que houve mais sensibilidade dos médicos para a possibilidade da doença, em função da enchente que aconteceu naquele ano. Nós, da Agevisa, esperamos que aumente a sensibilidade dos médicos para a suspensão clínica, e que os munícipios implantem o diagnóstico diferencial de doenças febris agudas. A evolução da doença só evolui para casos mais graves de 10 a 15% dos casos. Os de sintomatologia leve acabam passando despercebidos, ou confundidos com virose ou dengue, o que depois de 30 dias o paciente não sente mais nada e se recupera automaticamente”.

Para a coordenadora, os números seriam muito mais expressivos com o diagnóstico diferencial, e se os pacientes com os sintomas iniciais procurassem sempre uma unidade de saúde. Observar que os casos evoluem para a forma mais grave com a dor nas panturrilhas, risquinhos vermelhos nos olhos, icterícia (presença de cor amarela ou alaranjada) de pele e mucosas (principalmente nos olhos), além da febre, dor no corpo e dor de cabeça, que são os primeiros sintomas.

“Muitas vezes o próprio paciente não procura a unidade de saúde por achar que está com uma virose. Alguns só procuram quando evolui. E não é porque o indivíduo já pegou a leptospirose uma vez que ele não possa ser infectado novamente. São 22 tipos da bactéria, ou seja, ainda tem 21 possibilidades, por isso é importante termos esses registros e o trabalho dos municípios na hora de identificar os casos”, conclui Luzimar.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia

Análise do TCU poderá adiar leilão de distribuidoras da Eletrobras

A análise do edital de privatização das distribuidoras da Eletrobras pelo Tribunal de Contas da União (TCU) poderá resultar em atraso do leilão, previsto para o dia 21 de maio, disse José Múcio Monteiro, ministro daquela corte. Ele informou que a análise será concluida em cerca de um mês, e o assunto voltará a ser debatido em plenário.

Segundo Múcio, a análise do edital foi retirada da pauta do plenário depois que o Ministério Público pediu uma série de esclarecimentos. “[O acórdão] está sendo devolvido para a unidade técnica, que terá duas ou três semanas para analisar. Depois, vamos remeter à procuradora [procuradora-geral do Ministério Público junto ao TCU, Cristina Machado], e volta para análise aqui. Dentro de um mês, um mês e pouco, é que vamos voltar a colocar isso para o plenário.”
Hoje (17), José Múcio reuniu-se com os ministros Moreira Franco, de Minas e Energia; Esteves Colnago, do Planejamento; e Eduardo Guardia, da Fazenda. Após a reunião, Múcio disse à imprensa que o cronograma do dia 21 “já era”. “Não tem condições. Põe quatro semanas e passa do dia 21. Tem que responder às questões que foram feitas.”
De acordo com Moreira Franco, as questões serão respondidas dentro de dois ou três dias. “Existem ainda pontos de natureza técnica que serão esclarecidos pela equipe do governo. A relação do governo com o tribunal, do ponto de vista técnico, é relação de cooperação mútua.”
Serão privatizadas a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), a Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), a Boa Vista Energia, a Amazonas Distribuidora de Energia (Amazonas Energia), a Companhia Energética do Piauí (Cepisa) e a Companhia Energética de Alagoas (Ceal).
A Eletrobras assumirá as dívidas das empresas, no valor de R$ 11,2 bilhões, e os encargos, de R$ 8,5 bilhões, referentes a créditos e obrigações com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).

O ministro José Múcio, do Tribunal de Contas da União (José Cruz/Arquivo/Agência Brasil)

Edição: Nádia Franco
Mariana Tokarnia – Fonte: Agenciabrasil.ebc.com.br